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quarta-feira, janeiro 14, 2026
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Pesquisas apontam Lula à frente; Flávio Bolsonaro varia de 19,7% a 23,1% após ser lançado ao Planalto

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Levantamentos realizados em novembro pelos institutos AtlasIntel e Paraná Pesquisas indicam vantagem do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sobre o senador Flávio Bolsonaro (PL) na corrida presidencial de 2026. Os estudos foram divulgados após o ex-presidente Jair Bolsonaro anunciar, em 5 de dezembro de 2025, o filho como seu candidato ao Palácio do Planalto.

Intenções de voto

No cenário testado pela Paraná Pesquisas entre 6 e 10 de novembro, Lula soma 36,6% das preferências, enquanto Flávio alcança 19,7%. Já a AtlasIntel, que entrevistou eleitores de 22 a 27 de novembro, mostra o petista com 47,3% e o parlamentar fluminense com 23,1%.

Desempenho por faixa etária

Segundo a AtlasIntel, Flávio Bolsonaro supera Lula apenas entre jovens de 16 a 24 anos, obtendo 31,3% contra 23,6%. A maior vantagem do presidente aparece no grupo com 60 anos ou mais: 61,2% ante 18,0% do adversário.

Transferência de votos de 2022

A AtlasIntel cruzou o cenário atual com o voto declarado em 2022. O estudo indica que Flávio herdaria 47,8% dos eleitores do pai, enquanto Lula manteria 94,1% de quem o escolheu naquele pleito. Jair Bolsonaro recebeu 58.206.354 votos no segundo turno; seu filho ficaria, portanto, com cerca de 27.822.637 desses eleitores. Para vencer em 2026, seriam necessários pelo menos 77.956.341 votos, considerando o universo atual de 155,9 milhões de eleitores.

Reações em Brasília

Parlamentares do PL, como Sóstenes Cavalcante (RJ), Mario Frias (SP), Carlos Jordy (RJ) e Gustavo Gayer (GO), apoiaram publicamente a indicação de Flávio. O presidente do partido, Valdemar Costa Neto, afirmou: “Bolsonaro falou, está falado”.

Na oposição, o líder do PT na Câmara, Lindbergh Farias (RJ), declarou que Jair Bolsonaro quer evitar ser “esquecido na cadeia” e citou o governador paulista Tarcísio de Freitas (Republicanos) para evidenciar divisões na direita.

As pesquisas foram registradas na Justiça Eleitoral e integram o banco de dados do Agregador de Pesquisas do Poder360.

Com informações de Poder360

Direita se divide sobre lançamento de Flávio Bolsonaro à Presidência em 2026

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Brasília – 6.dez.2025 – O anúncio, na sexta-feira (5.dez), da pré-candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à Presidência da República expôs divergências entre correntes da direita brasileira. Enquanto aliados fiéis ao ex-presidente Jair Bolsonaro enxergam no filho mais velho do ex-mandatário o quadro mais habilidoso do clã, outros grupos apontam limites eleitorais e temem nova rodada de polarização com o PT.

Mercado reage negativamente

No dia da confirmação, o dólar avançou 2,31% e o Ibovespa recuou 4,31%. Analistas atribuíram a reação à possibilidade de repetição do duelo Lula versus Bolsonaro, agora com Flávio na urna, avaliando que o senador teria menor capacidade de dialogar com o centro do que nomes como o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), e o governador do Paraná, Ratinho Júnior (PSD).

Prós destacados por aliados

Entre bolsonaristas, o senador é visto como articulador capaz de atrair a centro-direita graças, segundo eles, a maior “frieza” e habilidade política em comparação ao pai e aos irmãos. Dirigentes do PL, como Valdemar Costa Neto, sustentam que o apoio explícito de Jair Bolsonaro – inelegível desde 30.jun.2023 e preso em Brasília desde 22.nov.2025 por tentativa de golpe de Estado – garante a Flávio presença no segundo turno.

Aliados também ressaltam a vinculação natural com o tema da segurança pública. Flávio é do Rio de Janeiro e mantém relação próxima com o governador fluminense, Cláudio Castro (PL). A megaoperação policial de 28.out, que resultou em 122 mortes, reacendeu o debate sobre o assunto, visto como central na eleição de 2026.

Argumentos contrários

Setores da direita menos alinhados ao bolsonarismo alertam para o “teto” de votos do sobrenome Bolsonaro, que, na avaliação deles, facilitaria a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao manter a disputa nos moldes de 2022. O presidente do União Brasil, Antonio de Rueda, declarou nas redes que o país precisa “fugir da polarização” em 2026.

Críticos afirmam ainda que uma campanha de Flávio poderia deslocar o debate econômico para segundo plano, privilegiando pautas morais e identitárias, além de ter menor apelo junto ao eleitorado de centro do que Tarcísio ou Ratinho Júnior. Escândalos do passado, como investigações sobre “rachadinhas” e ligações com o ex-assessor Fabrício Queiroz, e o mal-estar sofrido em um debate para a prefeitura do Rio em 2016, são citados como desgastes adicionais.

Cenário dentro da direita

Horas antes do anúncio, o presidente do PP, Ciro Nogueira, elogiou publicamente a capacidade de composição de Tarcísio e Ratinho Júnior, reforçando a divisão interna. Desde então, a pré-candidatura de Flávio segue mobilizando declarações públicas e conversas reservadas sobre as chances da direita em 2026.

O calendário eleitoral prevê que as convenções partidárias ocorram em meados de 2026. Até lá, a base conservadora seguirá discutindo qual nome oferecerá maior competitividade contra Lula.

Com informações de Poder360

Dossiê reúne relatos de mulheres negras sobre a construção e a segregação em Brasília

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Brasília – Sete mulheres negras que acompanharam a construção da capital federal entre as décadas de 1970 e 1990 tiveram suas histórias reunidas no dossiê O lugar das mulheres pretas na construção de Brasília nas décadas de 70, 80 e 90. A iniciativa é do Núcleo de Arte do Centro-Oeste (Naco) e tem coordenação da consultora chilena Paloma Elizabeth Morales Arteaga.

O trabalho combina entrevistas inéditas com pesquisa em documentos raros do Arquivo Público do Distrito Federal para evidenciar a atuação dessas lideranças femininas em meio ao surgimento da cidade e ao processo de redemocratização.

Relatos de quem viveu o início da capital

Entre as entrevistadas está a jornalista Jacira da Silva, 74 anos. Nascida no Rio de Janeiro, ela chegou a Brasília em 1960, aos 9 anos, após a transferência do pai, carteiro. Jacira recorda que vivia na 414 Sul e caminhava até a escola na 206 Sul, situação que, segundo ela, evidenciava a seletividade do Plano Piloto.

Jacira utiliza referências do geógrafo Milton Santos para explicar a segregação espacial no Distrito Federal, marcada pela remoção de pessoas negras e trabalhadoras para áreas como Ceilândia e Taguatinga. Ainda adolescente, mudou-se para a 405/406 Norte, perto da Universidade de Brasília (UnB), onde testemunhou racionamento de alimentos e repressão durante a Ditadura Militar.

A militância ganhou força em 1981, quando ingressou no Movimento Negro Unificado do Distrito Federal (MNU-DF). Antes, atuara no Centro de Estudos Afro-Brasileiros (CEAB), focada em cultura e educação. “Demorou para que meus colegas ativistas me reconhecessem como mulher negra com direito a sentar-se à mesa de negociação”, relembra.

Outras vozes do dossiê

O documento também traz depoimentos de Maria Luiza Júnior, cofundadora do MNU-DF, e da assistente social Cristina Guimarães. Maria Luiza recorda que, antes da popularização do MNU, o Instituto Nacional Afro-Brasileiro (Inabra) seguia o modelo do “negro bem-sucedido”, deixando muitas pessoas de fora.

Cristina destaca o incômodo com o feminismo hegemônico dos anos 1980, que ignorava experiências de mulheres negras, indígenas e trabalhadoras domésticas. A partir dessa insatisfação, nasceu o Encontro Nacional de Mulheres Negras, em 1988, germinando o Coletivo de Mulheres Negras do DF, coordenado por ela durante quatro anos.

Aquele mesmo ano foi marcado pela Constituinte e pelo centenário da abolição. Movimentos negros questionaram as celebrações oficiais, organizaram atos públicos e impulsionaram a criação de organizações como Criola (RJ), Geledés (SP) e Mãe Andresa (MA).

Disponível on-line

Todos os depoimentos do dossiê podem ser consultados no perfil do projeto no Instagram. O material reforça a presença e o protagonismo de mulheres negras na história de Brasília, muitas vezes omitidos dos registros oficiais.

Com informações de Metrópoles

Papuda abriga 462 presos ligados a PCC, Comboio do Cão e Comando Vermelho

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O Complexo Penitenciário da Papuda, no Distrito Federal, reúne atualmente 462 detentos que se identificam como integrantes de facções criminosas. Até 4 de novembro, a população carcerária declarada faccionada era formada por 206 membros do Primeiro Comando da Capital (PCC), 183 do Comboio do Cão (CDC) — grupo local — e 73 do Comando Vermelho (CV).

Estratégia de convivência imposta pela Polícia Penal

Ao contrário de outros estados que separam facções em unidades diferentes, o Distrito Federal adota a política de manter grupos rivais lado a lado. Segundo o delegado Jorge Teixeira, da Delegacia de Repressão ao Crime Organizado (Draco) da Polícia Civil do DF, a prática dificulta a cooptação de novos integrantes dentro do presídio, pois impede que uma facção domine o ambiente prisional.

“Aqui em Brasília não existe presídio só do PCC ou do CV. A mistura é justamente para frear a expansão de uma e de outra”, afirmou o delegado.

Operações Concórdia II e Occasus

No dia 4 de dezembro, a Polícia Civil do DF deflagrou duas operações simultâneas para conter o avanço do PCC na capital. As ações mobilizaram 110 agentes, responsáveis por cumprir 25 mandados de prisão e 25 de busca e apreensão em Samambaia, Santa Maria, Ceilândia, Planaltina, Recanto das Emas e Núcleo Bandeirante, além de endereços em Valparaíso (GO) e em unidades prisionais do DF.

Durante as diligências, investigadores apreenderam bilhetes que detalhavam a atuação de células independentes do PCC dentro da Papuda. De acordo com Teixeira, os documentos mostram o esforço dos presos para recrutar novos membros e expandir a facção na região.

Em Valparaíso, os policiais encontraram o símbolo Yin-Yang — associado ao PCC — pichado em uma parede da residência de um dos alvos da operação.

Com informações de Metrópoles

Policial federal réu por homicídio recebeu R$ 22 mil em diárias e gratificações após crime em barco

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O agente especial da Polícia Federal (PF) Ricardo Matias Rodrigues, 53 anos, acumulou mais de R$ 22 mil em diárias e gratificações por viagens de trabalho e cursos realizados entre novembro de 2020 e fevereiro de 2025, mesmo respondendo a processo por homicídio qualificado cometido em 2016, durante uma festa em uma embarcação no Lago Paranoá, em Brasília.

Lotado desde 2006 na Diretoria de Combate ao Crime Organizado e à Corrupção (Dicor), Rodrigues ministrou cursos de gestão de crise e segurança em Brasília (DF), Goiânia (GO), Paracatu (MG) e Eunápolis (BA). Cada atividade durou, em média, cinco dias, gerando repasses próximos de R$ 2 mil por evento. Os pagamentos ocorreram por meio da Gratificação por Encargo de Curso ou Concurso (GECC), prevista para servidores federais que executam atividades eventuais.

O salário-base de um agente especial da PF em 2025 é de R$ 21.987,38, valor que deve subir para R$ 25.250 com o reajuste aprovado este ano. Com 19 anos de carreira, o servidor ainda pode ter acréscimo por tempo de serviço, mas o contracheque não está disponível no Portal da Transparência, pois a corporação restringe a divulgação para preservar investigações e servidores.

Formação e condecorações

Graduado em Ciências Econômicas, o policial possui especialização em inteligência competitiva, contrainteligência corporativa e MBA executivo em gerenciamento de crises. Após o crime, recebeu honrarias máximas de polícias militares da Bahia, Goiás, Mato Grosso, Tocantins, Rio Grande do Norte e Pernambuco.

O caso de 2016

Rodrigues será novamente levado a júri popular em 16 de dezembro, às 9h, acusado de homicídio duplamente qualificado contra o bancário Cláudio Muller, então com 47 anos, e de tentativa de homicídio contra Fábio Cunha, 37. Os disparos foram efetuados com uma pistola Glock 9 mm durante comemoração de aniversário na embarcação Lake Palace. Cunha sobreviveu, mas ficou com um projétil alojado no peito.

Testemunhas relataram versões divergentes, porém concordam que uma discussão envolvendo mulheres presentes à festa desencadeou a tragédia. A defesa do agente alega legítima defesa; o próprio réu admite ter ingerido vinho na ocasião, mas sustenta que foram apenas duas ou três taças.

Cláudio Muller, natural do Rio de Janeiro, era assessor empresarial de tecnologia da informação do Banco do Brasil e morava em Brasília desde 1998. Ele deixou duas filhas, de 22 e 9 anos, esposa e enteado. Fábio Cunha obteve indenização de R$ 50 mil, valor fixado pela Justiça após pedir R$ 800 mil.

Condenação anulada e situação funcional

Em 2018, o Tribunal do Júri de Brasília condenou Rodrigues a 24 anos, nove meses e 15 dias de prisão. O Superior Tribunal de Justiça anulou o julgamento em 2019, apontando violação aos princípios da correlação, da plenitude de defesa e do contraditório. A prisão domiciliar imposta na época foi revogada depois da decisão.

A PF abriu processo administrativo, retirou a arma funcional do servidor e exigiu autorização judicial para que ele deixasse o Distrito Federal. Caso seja condenado novamente com decisão transitada em julgado, poderá ser exonerado, conforme o artigo 92 do Código Penal.

A corporação não respondeu aos questionamentos sobre o processo interno. A defesa do agente não foi localizada.

Com informações de Metrópoles

Escolha de Flávio Bolsonaro para 2026 embaralha sucessão de Tarcísio em São Paulo

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O anúncio de que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) lançará o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) como candidato do partido à Presidência da República em 2026 alterou o cenário político em São Paulo e frustrou aliados do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) que contavam com a saída dele para disputar o Palácio dos Bandeirantes.

Disputa pelo Governo de SP

Até a definição de Bolsonaro, Tarcísio era considerado peça-chave nas negociações para 2026. Nos bastidores, aliados brigavam para receber seu apoio em uma eventual sucessão. Entre os nomes cotados estavam:

  • Ricardo Nunes (MDB), prefeito da capital;
  • André do Prado (PL), presidente da Assembleia Legislativa;
  • Guilherme Derrite (PP), deputado federal e ex-secretário de Segurança Pública;
  • Felício Ramuth (PSD), vice-governador;
  • Gilberto Kassab (PSD), secretário estadual de Governo.

O deputado federal Ricardo Salles (Novo), ex-ministro do Meio Ambiente, também declarava intenção de concorrer ao Executivo paulista caso Tarcísio deixasse o cargo. Com o governador no páreo pela reeleição, Salles afirma que mira uma vaga no Senado.

Confirmação e bastidores

A escolha de Flávio foi confirmada pelo próprio senador e pelo presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, na sexta-feira (5/12). Flávio relatou ter conversado antes com Tarcísio, que teria se colocado à disposição “para o que der e vier”.

Aliados do governador disseram ter sido pegos de surpresa. Segundo esses interlocutores, se Tarcísio fosse o indicado, o anúncio ocorreria apenas no início de 2026, próximo ao prazo de desincompatibilização em abril. A avaliação é que divulgar o nome do senador agora dá mais tempo para a construção de sua pré-campanha nacional.

Repercussão na oposição

A permanência de Tarcísio no governo paulista também afeta os planos da esquerda. Considerado favorito à reeleição, ele forçará o PT a buscar um nome capaz de levar a disputa ao segundo turno, garantindo palanque ao presidente Lula (PT) no maior colégio eleitoral do país.

O ministro da Fazenda e ex-prefeito Fernando Haddad (PT) é apontado como principal opção. Se Tarcísio não concorresse, petistas cogitavam o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB), ex-governador, como adversário viável. O ministro do Empreendedorismo, Márcio França (PSB), já se colocou como pré-candidato.

Com o novo quadro, a oposição pretende intensificar o escrutínio sobre temas locais para desgastar a gestão Tarcísio, afastando-se do cálculo anterior que previa o prefeito Ricardo Nunes como candidato governista em 2026.

Com informações de Metrópoles

Privatização da Sabesp, pedágios e gafes aumentam pressão sobre Tarcísio de Freitas para 2026

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São Paulo (SP) – A caminho de 2026, o governador paulista Tarcísio de Freitas (Republicanos) acumula frentes de desgaste que vão da instalação de pedágios eletrônicos à privatização da Sabesp, além de episódios de corrupção e declarações polêmicas.

Disputa eleitoral

Tarcísio chegou a ser cotado para disputar a Presidência da República, mas a sinalização de que o senador Flávio Bolsonaro (PL) deve concorrer, por indicação do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), reduziu essa possibilidade. Com isso, cresce a expectativa de que o governador busque a reeleição, ficando mais exposto aos problemas estaduais.

Pedágios “free flow”

Até o fim deste ano, o governo prevê a operação de 37 pórticos de cobrança automática por quilômetro rodado. A iniciativa vem sendo explorada pela oposição, que apelidou o chefe do Executivo de “Pedágio de Freitas”. Nas redes, o ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos (PSOL), e a deputada Tabata Amaral (PSB) acusam a medida de encarecer a circulação no estado. O Palácio dos Bandeirantes argumenta que o sistema garante “justiça tarifária”.

Privatização da Sabesp

A venda da companhia de saneamento é a principal vitrine de Tarcísio, mas também gera críticas. Em entrevista à TV Globo, o governador prometeu redução na tarifa de água após a operação. Entretanto, janeiro de 2026 começará com reajuste de 6,11%, índice que o governo atribui à correção inflacionária dos últimos 16 meses.

O líder da oposição na Assembleia Legislativa, deputado Antonio Donato (PT), afirma que Tarcísio “enganou” os consumidores ao garantir tarifa mais baixa. O debate ocorre em meio ao nível mais baixo do Sistema Cantareira em quase uma década — pouco acima de 20% da capacidade. Por precaução, desde 27 de agosto, a Sabesp reduz a pressão da água das 19h às 5h em toda a Região Metropolitana; em algumas áreas, o corte equivale a racionamento.

Acusações de corrupção

Duas investigações inquietam o Palácio dos Bandeirantes. A primeira envolve fraude bilionária no ICMS praticada por auditores da Secretaria da Fazenda. O fiscal Artur Gomes da Silva Neto, apontado como principal operador, negocia delação premiada que descreve pagamento de R$ 1 bilhão em propina a beneficiários como Ultrafarma e Fastshop.

Em outra frente, documentos revelam que a atual cúpula da Secretaria da Agricultura, comandada por Guilherme Piai, atuou para encerrar apuração interna sobre supostas irregularidades em contratos de R$ 50 milhões do programa Melhor Caminho, firmados no governo Rodrigo Garcia (ex-PSDB).

Paralelamente, opositores acusam aliados de Tarcísio de tentar restringir a atuação da Polícia Federal em investigações sobre a polícia paulista, por meio de proposta incluída no projeto de lei Antifacção apresentado pelo deputado federal Guilherme Derrite (PP), ex-secretário da Segurança Pública.

Declarações polêmicas

O governador também coleciona falas que repercutiram negativamente. Durante crise de contaminação de bebidas por metanol, ele ironizou: “No dia em que começarem a falsificar Coca-Cola, eu vou me preocupar”. Após críticas, gravou vídeo pedindo desculpas às famílias das vítimas e a comerciantes afetados.

No 7 de Setembro, chamou o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes de “ditador” e, novamente, precisou se retratar. Ainda em março de 2023, diante de mais de cem mortes decorrentes de ações policiais, afirmou: “Podem ir na ONU, na Liga da Justiça, no raio que o parta, e eu não estou nem aí”. No fim do mesmo ano, recuou e reconheceu que as câmeras corporais representam fator de contenção para a polícia.

Perspectiva

Com o cenário nacional indicando candidatura de Flávio Bolsonaro e a eleição estadual à frente, adversários devem intensificar questionamentos sobre pedágios, saneamento, suspeitas de corrupção e falas controversas para minar o projeto de reeleição de Tarcísio de Freitas.

Com informações de Metrópoles

Turnê “Caju”, de Liniker, chega a Brasília com espetáculo dividido em quatro atos

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Após conquistar três prêmios no Grammy Latino de 2025, Liniker traz a Brasília a turnê “Caju”, espetáculo de 1h45 cuidadosamente organizado em quatro atos que percorrem sua trajetória musical e pessoal.

O Sol Interno

A abertura acontece com uma faixa em tape, seguida pela canção-título “Caju” e pelo sucesso “Tudo” — composição inspirada em um breve romance vivido pela artista na Irlanda. O segmento inicial ainda inclui “Veludo Marrom”, vencedora do Grammy Latino na categoria Melhor Canção em Língua Portuguesa.

O Alter Ego

No segundo bloco entram músicas mais recentes, como “Negona dos Olhos Terríveis”, “Mayonga” e “Papo de Edredom”. É nesse momento que Liniker apresenta os integrantes da banda, reforçando a interação com o público.

O Retrogosto

O terceiro ato revisita trabalhos anteriores. O repertório conta com faixas dos discos “Indigo Borboleta Anil” (vencedor do Grammy Latino em 2022), “Goela Abaixo” e “Remonta”, além de sucessos como “Sem Nome, Mas Com Endereço”, “Zero”, “Psiu” e “Baby 95”.

A Celebração

O encerramento apresenta hits como “Popstar” e “Febre”. Na apresentação de abril, na capital federal, o clímax veio com “Pote de Ouro” e a dançante “Deixa Estar”, que na gravação de estúdio conta com participações de Lulu Santos e Pabllo Vittar.

A direção musical é assinada por Fejuca, enquanto a direção artística fica a cargo da própria Liniker em parceria com Celso Bernini/Stage e Renan de Andrade.

Show no Festival Estilo Brasil

Liniker será a atração de encerramento do Festival Estilo Brasil em 14 de dezembro, no Ulysses Centro de Convenções. A programação também inclui Caetano Veloso, confirmado para 11 de dezembro, além de nomes que já passaram pelo evento nesta edição, como Fagner, Tim Bernardes, Martinho da Vila e Beto Guedes.

O festival é apresentado pelo Banco do Brasil Estilo, com patrocínio do governo federal e dos cartões BB Visa, realização do Metrópoles e produção da Oh! Artes. Ingressos estão à venda pela Bilheteria Digital.

Com informações de Metrópoles

Aprovação de Lula fica em 49% e reprovação em 48%, aponta Datafolha

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A pesquisa Datafolha divulgada nesta sexta-feira (6/12) indica que 49% dos eleitores aprovam o desempenho pessoal do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), enquanto 48% desaprovam. A diferença está dentro da margem de erro de dois pontos percentuais.

Avaliação do governo

Quando a pergunta se volta para a administração federal, 32% classificam o governo como bom ou ótimo, 37% o consideram ruim ou péssimo e 30% dizem ser regular. Os percentuais praticamente repetem os verificados em setembro, quando eram 33% de boa/ótima e 38% de ruim/péssima.

Metodologia

O instituto ouviu 2.002 eleitores em 113 municípios entre terça (2/12) e quinta-feira (4/12).

Contexto político

O levantamento foi realizado após uma sequência de derrotas do governo no Congresso, principalmente no Senado, onde a indicação de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal contrariou o grupo liderado pelo presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP).

No mesmo período, o Palácio do Planalto anunciou em cadeia nacional a isenção do Imposto de Renda para salários de até R$ 5 mil. Entre os eleitores que ganham de dois a cinco salários mínimos, a aprovação ao governo subiu quatro pontos, variação dentro da margem de erro.

Série histórica

Em fevereiro, após a chamada “crise do Pix” e um início de ano turbulento, a avaliação positiva do governo havia caído para 24%, a pior marca dos três mandatos de Lula. Apesar de ainda ficar abaixo dos índices obtidos entre 2003 e 2010, o resultado atual supera o registrado por Jair Bolsonaro no mesmo período de governo, quando a gestão tinha 53% de ruim ou péssimo em 2021.

Para o Datafolha, o humor do eleitorado segue marcado por desgaste, polarização e expectativas não atendidas, enquanto o cenário político de 2026 começa a influenciar a percepção popular.

Com informações de Metrópoles

União Brasil alega ausência de diálogo em anúncio da pré-candidatura de Flávio Bolsonaro

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Brasília – O líder do União Brasil na Câmara, deputado Pedro Lucas Fernandes, afirmou nesta sexta-feira (5.dez.2025) que a pré-candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à Presidência da República foi lançada sem qualquer consulta prévia ao partido. A declaração foi concedida ao jornal Valor Econômico.

Com 59 deputados e 5 senadores, o União Brasil forma uma das maiores bancadas do Congresso. Somados aos 50 deputados e 7 senadores do Progressistas (PP), os dois partidos compõem a federação União Progressista, hoje o grupo mais numeroso da Casa.

Posicionamento da direção do partido

Nas redes sociais, o presidente do União Brasil, Antonio Rueda (PE), reforçou que a sigla não pretende aderir a uma escolha precipitada de candidato. “Nosso caminho não é o do confronto estéril, mas o da construção. Vamos focar no Brasil, nas pautas das nossas bancadas estaduais, no diálogo maduro entre diferentes visões e na agenda que de fato transforme a vida das pessoas”, escreveu.

No mesmo texto, Rueda citou o presidente do Progressistas, senador Ciro Nogueira (PI), como participante do posicionamento conjunto dentro da federação.

Visão do Progressistas

Ciro Nogueira não fez publicações sobre o tema, mas declarou ao Poder360 na quarta-feira (3.dez.2025) que, em sua avaliação, apenas dois nomes têm condições de vencer o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em 2026: o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), e o governador do Paraná, Ratinho Junior (PSD). Na fala, o senador deixou de fora a família Bolsonaro e também o governador de Goiás, Ronaldo Caiado (União Brasil), já lançado como pré-candidato pelo próprio partido.

Nogueira defende que a centro-direita só terá possibilidades reais de chegar ao Planalto se houver união em torno de um único candidato competitivo. Segundo ele, o Progressistas não teria dificuldade em apoiar nenhum dos dois governadores citados. Apesar de afirmar que não “manda” na legenda, disse possuir grande influência e perceber que a base do partido se inclina na mesma direção.

Com informações de Poder360