O volume útil dos reservatórios que abastecem a região metropolitana de São Paulo manteve-se em 25,8% nesta terça-feira, 16 de dezembro de 2025, repetindo o índice registrado na segunda-feira (15.dez).
Em 24 de outubro, data em que a Arsesp (Agência Reguladora de Serviços Públicos do Estado de São Paulo) instituiu um plano de contingência para conter o consumo, o Sistema Integrado Metropolitano (SIM) operava com 28,7% de sua capacidade útil.
Redução de pressão permanece em 10 horas diárias
Desde o início do plano, o SIM está enquadrado na faixa 3, que determina a redução da pressão da água por 10 horas ao dia. A Sabesp — privatizada em julho de 2024 pelo governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) — só ampliará o período para 12 horas caso o nível desça abaixo de 22,6%.
Critérios do plano de contingência
O esquema é dividido em sete faixas, cada uma com medidas de restrição progressiva:
Faixa 1 – abaixo de 40,6%: revisão de transposições de bacia e reforço de campanhas de uso consciente;
Faixa 2 – abaixo de 34,6%: redução de pressão por 8 horas noturnas;
Faixa 3 – abaixo de 28,6%: redução de pressão por 10 horas;
Faixa 4 – abaixo de 22,6%: redução de pressão por 12 horas;
Faixa 5 – abaixo de 16,6%: redução de pressão por 14 horas;
Faixa 6 – abaixo de 6,6%: redução de pressão por 16 horas, bombeamento do volume morto e ligações emergenciais em serviços essenciais;
Faixa 7 – abaixo de ‑3,4%: rodízio no abastecimento.
Imagem: Internet
A migração para uma faixa mais rígida só ocorre após sete dias consecutivos com nível abaixo do limite estabelecido. Para regressar a uma categoria anterior, o sistema precisa permanecer acima do patamar por 14 dias seguidos.
O volume útil corresponde à porção de água que pode ser captada sem bombeamento extra, excluindo o chamado “volume morto”, localizado abaixo do ponto de captação. A atual escassez decorre da falta de chuvas na região.
Com informações de Poder360

