Seis dias depois da passagem de um ciclone extratropical, 26.168 endereços permanecem sem eletricidade na região metropolitana de São Paulo, segundo o painel de monitoramento da Enel divulgado nesta segunda-feira (16/12).
Na capital, 17.271 unidades consumidoras seguem no escuro. Cotia é o segundo município mais afetado, com 2.315 clientes, seguida por Itapecerica da Serra, que contabiliza 838 ocorrências.
Em nota distribuída na noite de domingo (14/12), a concessionária afirmou que o fornecimento “está retornando ao padrão de normalidade” e que equipes continuam nos pontos onde há necessidade de reconstrução de rede, troca de cabos, postes e outros equipamentos.
O vendaval ocorreu na quarta-feira (10) e registrou rajadas próximas a 100 km/h, deixando mais de 2 milhões de imóveis sem luz no pico da crise. De acordo com a companhia, foi o evento mais prolongado já observado na área de concessão, com velocidade de 82,8 km/h no Mirante de Santana e pico de 98,1 km/h na região da Lapa, medido pelo Centro de Gerenciamento de Emergências (CGE) da prefeitura paulistana.
Além da interrupção no fornecimento de energia, houve falta d’água, caos no trânsito por semáforos apagados, quedas de árvores e cancelamento de mais de 300 voos nos aeroportos da capital.
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Na manhã de domingo, o número de imóveis sem eletricidade chegou a 160 mil; ao longo do dia, a distribuidora informou ter restabelecido boa parte do serviço, mas ainda trabalha em ocorrências pontuais.
Na sexta-feira (12), o Ministério Público junto ao Tribunal de Contas da União recomendou a suspensão de qualquer ato da Agência Nacional de Energia Elétrica relacionado à renovação do contrato da Enel, alegando “falhas graves” na prestação do serviço.
Com informações de Metrópoles

