Técnicos da STN, prestadora de serviços da Enel, foram filmados na avenida Paulista, em frente ao Masp, executando uma coreografia na sexta-feira, 12.dez.2025. O registro ocorreu no quinto dia consecutivo de falhas no fornecimento de energia que afetam a Grande São Paulo.
Neste domingo, 14.dez.2025, 180 mil imóveis ainda permaneciam sem luz na área de concessão da companhia, 134 mil deles apenas na capital paulista.
As imagens mostram funcionários uniformizados, com a inscrição “a serviço da Enel”, gravando um vídeo promocional ao som de uma música cujos versos falam em “segurança” e “dedicação”. O material circulou nas redes sociais e gerou críticas de consumidores que seguem sem eletricidade.
Posicionamento da STN
Em nota, a STN informou que o vídeo fazia parte de uma produção interna de fim de ano e que os profissionais envolvidos não atuavam em atividades operacionais da Enel no momento da gravação. A empresa declarou ter tomado conhecimento do conteúdo somente após sua divulgação e reconheceu a inadequação diante da crise de abastecimento, afirmando adotar providências internas.
Enel aciona terceirizada
A Enel comunicou ter acionado a STN para a adoção de medidas cabíveis, sem detalhar eventuais punições ou a autorização prévia para a filmagem.
Apagão e decisão judicial
O problema no fornecimento começou após o vendaval que atingiu a região metropolitana em 10.dez.2025, deixando inicialmente mais de 2,2 milhões de pessoas sem energia. Na sexta-feira, 12.dez.2025, a Justiça paulista determinou o restabelecimento imediato do serviço, fixando multa de R$ 200 mil por hora em caso de descumprimento.
Imagem: pedestres
Entre 10 e 12 de dezembro, o Procon-SP registrou 534 reclamações contra a Enel, sendo 371 ligadas diretamente às consequências do vendaval. A concessionária afirmou não ter sido intimada da decisão judicial e disse trabalhar “de forma ininterrupta” para normalizar o abastecimento.
Em dezembro de 2023, a empresa já havia sido alvo de outra ação civil pública proposta pela Defensoria Pública e pelo Ministério Público devido a falhas durante um apagão ocorrido em novembro daquele ano. O processo está suspenso no Tribunal de Justiça de São Paulo enquanto o STJ decide sobre pedido da Aneel para atuar como assistente da Enel.
Com informações de Poder360

