Zelensky encontra enviados de Trump em Berlim para discutir cessar-fogo com a Rússia

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Berlim — O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, reuniu-se neste domingo (14/12) na capital alemã com os norte-americanos Steve Witkoff e Jared Kushner, enviados do ex-presidente dos Estados Unidos Donald Trump, para mais uma rodada de conversas sobre um eventual cessar-fogo com a Rússia.

Zelensky chegou a Berlim na manhã de domingo e, após o encontro, afirmou que ainda há “muitos detalhes importantes” a serem avaliados antes de qualquer entendimento definitivo.

Proposta revisada

Na quinta-feira (11/12), o líder ucraniano apresentou a Washington uma proposta atualizada de 20 pontos com o objetivo de pôr fim à guerra iniciada pela invasão russa. Entre os elementos discutidos pelos norte-americanos está a criação de uma zona econômica livre nas áreas do Donbass atualmente controladas por Kiev, como Donetsk — território que Moscou reivindica.

O documento enviado pelos EUA também prevê a retirada das tropas ucranianas dessas regiões para estabelecer uma zona tampão, hipótese rejeitada por Zelensky, que descartou qualquer retirada unilateral de Donetsk.

Garantias de segurança

Antes do encontro em Berlim, o presidente da Ucrânia reforçou a necessidade de garantir salvaguardas confiáveis dos Estados Unidos. “O principal é que todas as medidas que acertarmos com os parceiros possam funcionar de fato em favor de uma segurança garantida”, declarou.

Zelensky acrescentou que somente garantias sólidas poderão sustentar a paz e ressaltou a expectativa de conduzir um trabalho “construtivo” com os interlocutores norte-americanos.

Agenda com a Alemanha

Além da reunião com os enviados de Trump, Zelensky informou que teria um encontro separado com o chanceler alemão, Friedrich Merz, ainda neste domingo. A conversa ocorre um dia depois de novos ataques de ambos os lados na linha de frente.

A Ucrânia enfrenta crescente pressão de Washington para chegar a um entendimento com Moscou, que intensificou avanços territoriais nas últimas semanas e retomou bombardeios em larga escala contra a infraestrutura energética ucraniana.

Com informações de Metrópoles

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